Filme: Perfume de mulher
Dirigito por Martin Brest
Sobre o Filme: A fim de conseguir algum dinheiro que lhe permitisse passar o Natal com a mãe, Charles Simms (Chris O’Donnel), um estudante jovem e pobre, aceita tomar conta do temperamental tenente-coronel Frank Slade (Al Pacino), durante o feriado de Ação de Graças.

Charles sabe desde o princípio que não seria uma tarefa fácil.

Slade, cego desde um acidente, é uma pessoa agressiva e não faz qualquer esforço para ser agradável.

O que Charles não poderia imaginar é que em poucas horas estaria em Nova York, à mercê de um plano bastante funesto de Slade.

Trata-se de um filme lento e com diálogos bastante intensos.

A imaturidade e a integridade de Charles contrapõe-se à amargura e ao desencanto de Slade.

O primeiro cheio de sonhos e sem qualquer experiência de vida.

O segundo pleno de histórias, mas já sem qualquer esperança de felicidade.

É um filme denso. A fotografia é maravilhosa.

A atuação de Pacino – excelente – rendeu-lhe um Oscar de Melhor Ator.

Dois destaques: primeiro, a cena do tango, pela sua beleza e pela capacidade de demonstrar que apesar de limitado, Slade continua a ser um homem fascinante.

Segundo: a mensagem estimulando-nos a persistirmos em nossos ideais e princípios, não importa o quanto isso possa custar e quanto seja difícil.

Como diria Frank Slade: “se, durante o tango, você perder-se o passo, recomece e continue.”

Mesmo que nos falte a luz, mesmo que nos sintamos sem rumo, ainda assim, não nos será cabível desistir.
Nunca.

Persistamos sempre.

Kely Cristina Laurentino Silveira

Fechar Janela