Filme: Em Nome do Amor
Dirigito por Darryl Duke
Sobre o Filme: EM NOME DO AMOR
(FLORENCE NIGHTINGALE)

EUA, 85. Direção de Darryl Duke. Com Jaclyn Smith, Timothy
Dalton, Claire Bloom, Jeremy Brett, Ann Thornton,
Peter McEnerye, Julian Fellows. Colorido. 2h30
Pela primeira vez, em maio/88, a Globo apresentou esta bela produção de TV em minissérie de três partes. É a história real da missionária Florence Nightingale (Florença, Itália, 1820 – Londres, Inglaterra, 1910), considerada a maior personalidade feminina do século 19, interpretada por Jacylin Smith.
Florence era filha de aristocratas de Londres. Com 24 anos, desiludida com a futilidade da vida burguesa, decidiu desenvolver sua vocação de tratar de pessoas doentes e feridas, mas a mãe não lhe permitiu. Aos 31 anos, apesar da oposição familiar, fez estágio num Instituto (hospital) alemão e daí inicia a sua missão. Vai à guerra da Criméia, na Turquia, e, vencendo grandes resistências burocráticas e preconceituosas, organiza um pioneiro serviço de socorros aos feridos, tornando-se figura famosa internacionalmente.
Posteriormente, ela abriu escolas de Enfermagem e é considerada a “criadora da Enfermagem como profissão” ou “criadora da moderna Enfermagem”.
Em dois momentos do filme, as afirmativas de Florence evidenciam sua mediunidade auditiva, que muito a auxiliou em sua notável missão. Ao noivo, comentando sobre seus ideais que surpreendiam a todos, disse-lhe que tal vocação nasceu de um chamamento de Deus, “a voz de Deus”. E ao médico que pediu-lhe em casamento, também participante da Guerra da Criméia, ela respondeu-lhe: “Com 17 anos, ouvi um chamamento de Deus. Ainda ouço esta voz.” (A Enciclopédia Barsa, 1965, vol. 10, p. 23, registra: “Com 17 anos, ouviu a voz de Deus convocando seu serviço.”) A sua missão absorveu-lhe totalmente e ela nunca casou-se.
Em Nome do Amor é um título fidelíssimo, pois o amor de Florence à humanidade sofredora foi típico das grandes almas.
Analisando as tarefas humildes, na prática das quais “devemos ser grandes, para que saibamos ser humildes nas grandes tarefas”, Emmanuel assim recordou a missão da “Dama da Lâmpada”: “Pensas em Florence Nightingale, a mulher admirável que esteve quase um século entre os homens, dedicando-se aos feridos e aos doentes, sem quaisquer intenções subalternas.” (Justiça Divina, F.C. Xavier, FEB, 3ª ed., p. 109.

Hércio M C Arantes

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