Filme:
Patton - Rebelde ou herói
Dirigito por
Franklin J. Schaffner
Sobre o Filme:
PATTON – REBELDE OU HERÓI?
(PATTON)
EUA, 1969. Direção de Franklin J. Schaffner.
Com George C. Scott e Karl Malden.
Twentieth Century Fox, colorido, 2h48, Abril Vídeo.
Embora classificado como filme de guerra, Patton enfoca mais especialmente a biografia do famoso general norte-americano George S. Patton Jr., (1885-1945), herói da II Grande Guerra, interpretado por George C. Scott.
Este filme, vencedor de 7 Oscars de 1970 (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Roteiro Original, Melhor Direção de Arte, Melhor Som e Melhor Montagem), é baseado em fatos reais e extraídos dos livros Patton: Ordeal and Triumph, de Ladislas Farago e A Soldier´s Story, do general Omar N. Bradley (companheiro de Patton durante a II Guerra Mundial e conselheiro técnico nas filmagens; em Patton é interpretado por Karl Malden).
Para nós, espíritas, o mais interessante é a convicção reencarnacionista do general Patton – que o filme revela em vários momentos, como reproduziremos a seguir -, certeza esta que lhe nasceu na própria alma em virtude de suas recordações de outras vidas.
Na II Grande Guerra, quando ainda a ação norte-americana desenvolvia-se no norte da África, ocorreu o seguinte episódio:
O general Patton, acompanhado do general Bradley, seguia de jipe por determinada rodovia. Ao aproximarem-se de uma bifurcação do caminho, Patton, observando que o motorista começava a entrar pela esquerda, gritou: - Espere! Vire à direita! – O campo de batalha é ali adiante – esclareceu o motorista, indicando a esquerda. – Tenho um faro para isso – retrucou Patton. E o general Bradley apoiou o motorista, afirmando: - Ele esteve aqui ontem. Mas, Patton reafirmou: - Vire à direita, droga! E, de fato, pela direita, alcançaram as ruínas de Cartago, onde Patton desceu do jipe, andou de um lado para outro e, assim, explicou aos acompanhantes surpreendidos:
- Foi aqui. O campo de batalha foi aqui. Os cartagineses que defendiam a cidade foram atacados por três legiões romanas. Eram corajosos mas acabaram sendo massacrados. Mulheres árabes desnudas pelas espadas e lanças. Os soldados jaziam, nus, ao sol, 2000 anos atrás. Eu estava aqui. Você não acredita em mim, não é? Sabe o que disse o poeta? – perguntou ao general Bradley. E declama:
Através dos séculos
No esplendor e na labuta das guerras
Lutei, me empenhei e pereci incontáveis vezes.
Como que, através de um espelho,
Vejo a antiga contenda.
Lutei com nomes e identidades diversas,
Mas sempre era eu mesmo.
- Sabe quem é o poeta? Perguntou a Bradley, e a seguir ele mesmo respondeu: - Eu. ( * )
Da biografia de Patton, apresenta ao Chefe do Estado Maior de Hitler pelo encarregado de pesquisar a vida do general norte-americando, recém-chegado na África, constava a seguinte informação: “Escreve poesia e acredita em reencarnação.”
Na reunião de generais, na qual Patton apresentou seu plano de conquista da Sicília, um dos presentes o elogiou com estas palavras: - Seria um grande Marechal de Napoleão se estivesse no século 18!
E, surpreendentemente, Patton respondeu-lhe: - Mas eu fui... fui mesmo!
Após uma batalha perdida pelos aliados, em território francês, o comandante Patton, na manhã seguinte, ao visitar pessoalmente o local ainda repleto de mortes e tanques em chamas, contou ao seu ajudante um sonho revelador e sua recordação da época recuada em que estava com Napoleão na retirada da Rússia:
- Tive um sonho esta noite. Nele me ocorreu que cabe a mim destruir o Reich nazista. Antes, quase caí em desgraça. Agora, tenho o instrumento no momento certo. E o lugar exato. Sabe como sei (os alemães) estão acabados? As carretas. Estão usando-as para levar feridos e suprimentos. Isso ficou na minha cabeça desde o sonho. E me lembrei... do pesadelo que foi a retirada de Moscou, na neve tão fria. Os feridos e suprimentos foram postos nas carretas. Napoleão se acabara. Não havia nem o vermelho do sangue. Só a neve.
Hércio M C Arantes
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