Filme:
Cold Mountain
Dirigito por
Anthony Minghella
Sobre o Filme:
Depois do livro homônimo ter gerado apaixonadas discussões e mirabolantes teorias a respeito da “humanidade” de Jesus, agora é a vez do filme estrelado por Tom Hanks (personificando o professor Robert Langdon) e Audrey Tatou (no papel da policial Sophie Neveu) reacender a polêmica.
Para aqueles que conseguiram permanecer “imunes ao contágio” causado pelo livro, vamos fazer um pequeno resumo da trama.
Robert Langdon, um renomado professor de Simbologia Religiosa da Universidade de Havard (cadeira esta fictícia, diga-se de passagem), é o principal suspeito do assassinato do Curador do Louvre.
A única pessoa que acredita na sua inocência e tenta salva-lo de uma iminente prisão é a criptógrafa francesa Sophie Neveu.
O crime envolve interesses da Igreja e a busca “científica” do Santo Graal, que não seria nenhuma relíquia material, mas a comprovação da existência de descendentes de Jesus Cristo.
Elucubrações à parte – lembre-se que se trata de uma obra de ficção e que muitas informações que embasam as conclusões do filme não correspondem à realidade histórica -, é interessante perceber como a figura de Jesus foi sendo deturpada com o passar dos séculos.
O Concílio de Nicéia e outros episódios históricos são retratados de forma esclarecedora e instigante.
Afinal, raramente lembra-se que a “natureza divina” atribuída a Jesus foi discutida e votada para assegurar interesses políticos e econômicos da Igreja.
No mais, aproveite para curtir especialmente as cenas gravadas em Paris – o Louvre é realmente estonteante - e o desempenho muito competente de Jean Reno, que interpreta o implacável policial Bezu Fache, disposto a qualquer coisa para capturar Langdon.
Veja o filme sem preconceitos, mas deixe seu senso crítico “ligado” o tempo todo para não se deixar iludir por premissas que nem sempre se baseiam em fatos reais.
Afinal, o mais importante não é saber se Jesus casou-se ou não, se teve, ou não, filhos, mas sim lembrar de que seu “grau parentesco com Deus” é idêntico ao nosso, e que os homens valem-se das mais variadas artimanhas para fazer prevalecer seus próprios e mesquinhos interesses.
Desde sempre e ainda hoje, inclusive para vender livros e ingressos de cinema.
Kely Cristina Laurentino
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