Filme: DÉJÀ VU
Dirigito por Nigel Terry
Sobre o Filme:

Inglaterra, 84. Com Nigel Terry, Shelley Winters, Claire Bloom, Jaclyn Smith. Dixons Films.



Filme de suspense, enfocando com certa profundidade os temas reencarnação e obsessão.

O escritor Gregory Thomaz (Nigel Terry), após assistir a um filme em que aparece a bailarina Brooke Ashley (Jaclyn Smith), falecida em 1935, sente-se muito ligado a ela (confessa: “Ela me fez sentir estranho.”) e comenta com a esposa Maggie (também Jaclyn Smith) que ambas eram muito semelhantes.

Gregory (ou Greg) inicia a pesquisa sobre a vida de Brooke com objetivo de escrever um roteiro de cinema. Ao escrever a peça sente estranho amor a Brooke, relembrando cenas de um passado remoto... E aparecem fenômenos inusitados e perturbadores.

Para melhor conhecer a vida da bailarina, Greg procura a Madame Nabakoy (Shelley Winters), que foi amiga de Brooke. Além de sensitiva, ela demonstra grandes conhecimentos de fenômenos paranormais (mediúnicos).

Madame revela a Greg: “Você esteve aqui antes como Michael” (também Nigel Terry), caracterizando um caso de reencarnação, explicando a atração que ele sentia pela vida da bailarina, sua esposa na atualidade.

Na vida anterior, Michael Richardson e Brooke, namorados, muito se amavam, apesar da profunda antipatia, e até mesmo ódio, da mãe de Brooke, Eleanor Harvey (Claire Bloom) para com Michael.

Madame Nabakoy submete Greg à regressão hipnótica profunda, estado em que ele revivencia fatos de sua vida anterior passados ao lado de Brooke.

Na atualidade, o Espírito de Eleanor (já desencarnada) continua nutrindo ódio contra Greg, tornando-se uma obsessora cruel. Em certa noite, seu vulto aparece, provocando em Greg terrível pesadelo. E em outra cena dramática, Eleanor comunica-se pela psicofonia através de Maggie, e extravasa seu ódio, relatando todas as suas ações maléficas realizadas até então.

Como vemos, é um filme muito bem alicerçado na lei da reencarnação e rico em fenômenos mediúnicos, com poucos lances fantasiosos.



NOTA



“Déjà vu” (tradução literal: já visto) – expressão francesa, utilizada mundialmente, que define “Aquilo que dá a impressão de já ter visto”; ou a “Sensação de já haver estado em determinado lugar ou certa situação quando isto, na realidade, não aconteceu”. (Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, 2ª edição) É também usada na Medicina para caracterizar uma perturbação da memória ou da percepção (ilusão epiléptica).

À luz do Espiritismo, essa sensação (ou mesmo, certeza, em alguns casos) do “déjà vu”, muitas vezes, reflete uma real recordação de vida anterior, conforme atestam numerosos casos bem documentados. Dentre a bibliografia que aborda essa questão, citaremos: A Reencarnação, Gabriel Delanne, FEB, Rio, cap. 9; Anuário Espírita 1972, “O General Patton era reencarnacionista” (analisando o premiado filme Patton), p. 189; 20 Casos Sugestivos de Reencarnação (Twenty Cases Suggestive of Reincarnation), Prof. Dr. Ian Stevenson, Ed. Difusora Cultural, São Paulo, pp. 324, 326 e 437

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