Romance - -
COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE
Alfonso Arau
COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE
COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE

México, 1992. Direção de Alfonso Arau.
Com Lumi Cavazos, Marco Leonardi. Roteiro de Laura Esquivel.
Top Tape, colorido, 1h54, Top Tape (Vídeo).

Drama mexicano, com vários Prêmios Internacionais – dentre eles, Melhor atriz no Festival de Tóquio; Melhor roteiro no Festival Internacional de Chicago; Prêmio Arieles, Melhor filme -, vem também fazendo sucesso no Brasil, merecendo elogios da crítica. Em São Paulo, Capital, por exemplo, permaneceu 41 semanas em cartaz. E, recentemente, a imprensa assim noticiou o surpreendente sucesso deste filme nos Estados Unidos.
“O filme mexicano Como Água para Chocolate bate recorde histórico nos Estados Unidos. É o filme estrangeiro de maior bilheteria de todos os tempos nos cinemas americanos. Até agora, o recorde era o do filme pornô sueco Eu sou Curiosa, Amarelo (I´m Curious, Yellow), de 1969, que arrecadou US$ 20,2 milhões. Dirigido por Alfonso Arau, Como Água arrecadou US$ 20,4 milhões. Está em cartaz há 63 semanas nos Estados Unidos.” (O Estado de S. Paulo, Caderno 2, S. Paulo, SP, 06/05/1994.)
Baseado no romance de Laura Esquivel, também autora do roteiro, Como Água para Chocolate apresenta uma história de amor impossível que se passa numa zona rural do México, no início do século. Tita (Lumi Cavazos) é impedida de se casar por causa de uma tradição que condena as filhas mais novas a permanecem solteiras para cuidarem de suas mães. Então, seu namorado Pedro (Marcos Leonardi), para ficar perto de Tita, aceita unir-se à sua irmã mais velha.
A paixão e outros sentimentos de Tita se expressam através do sabor de seus deliciosos pratos, que provocam reações mágicas em quem os prova.
Na parte final do filme, aparecem vários fenômenos mediúnicos autênticos. Destacaremos, inicialmente, as manifestações da mãe de Tita que volta do Além, várias vezes, pouco tempo após sua desencarnação, para repreender severamente sua filha, que comete adultério com Pedro, seu ex-namorado e atual cunhado, Mas, quando Tita descobre que sua mãe teve um amante e, inclusive, filhas com ele, muda seu comportamento, até então passivo, num próximo encontro com o Espírito dela, criticando-a duramente em face de seus erros no passado. Surpreendida com a revelação, sua mãe, muito irritada com a perda de sua autoridade moral, se afasta para sempre, após provocar, logo após a representação de Tita, uma queda “acidental” de Pedro numa fogueira, que estava bêbado ao lado da mesma, ocasionando-lhe forte queimadura.
Outros aparições nítidas surgem no desenrolar do filme: o Espírito da índia, que quando encarnada, entendia de plantas medicinais, orienta sobre o tratamento da queimadura de Pedro; a antiga cozinheira da casa transmite a receita de um prato especial; a menina recebe a visita do Espírito de sua querida tia; e os que se amaram, verdadeiramente, mesmo atingidos pela morte, encontram-se no Mais Além, cultivando os mesmos sentimentos...
Apesar do “realismo fantástico” de muitas cenas, evidentemente fantasiosas, os fenômenos mediúnicos são mostrados com naturalidade e coerência, e, portanto, com realismo para nós, espíritas, merecendo, assim, a nossa atenção.

Hércio M C Arantes
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