Suspense - -
OS OUTROS
Alejandro Amenábar
OS OUTROS
OS OUTROS
(THE OTHERS)

EUA/Espanha/França, 2001. Direção e roteiro de Alejandro Amenábar.
Com Nicole Kidman, Christopher Eccleston, Fionnula Flanagan,
Alakina Mann, James Bentley.
Miramax Int./Dimension Films, colorido, 1h41, 12 anos, Imagem Filmes.

Filme de terror, com grande sucesso, é considerado entre os melhores deste gênero.
Com excelente roteiro, que exercita a imaginação do começo ao fim, dispensou os habituais efeitos especiais.
A história se passa na ilha de Jersey, no final da II Guerra Mundial, único território inglês que foi ocupado pelos alemães. Numa velha mansão “assombrada”, a jovem senhora Grace (Nicole Kidman) vive com um casal de filhos, portadores de uma rara doença alérgica, que os impede de se expor a qualquer luz mais forte que a de um lampião. Assim, a casa fica sempre às escuras, protegida por cortinas pesadas. Seu marido Charles, que foi lutar na guerra, é considerado desaparecido e ainda é aguardado pela família.
Após o abandono inexplicável de todos os empregados, aparecem, inesperadamente, oferecendo seus préstimos, três novos e misteriosos serviçais: a governanta Bertha Mills (F. Flanagan), um jardineiro e uma jovem muda.
Surgem “estranhos” na casa que se manifestam por vozes, movimento das portas e ruídos diversos. Apenas a menina Anne (A. Mann) garante que vê e conversa com “fantasmas”, especialmente com o garoto Victor, esclarecendo que “eles visitam a casa que lhes pertence.”
Em face dessas manifestações, dialogando com a patroa, assim a governanta externou seu pensamento: “Acho que, às vezes, o mundo dos mortos se mistura ao mundo dos vivos.” Mas, a senhora Grace, católica fervorosa, refutou sua opinião, afirmando: “Isto é impossível. Deus jamais permitiria tal aberração. Os vivos e os mortos só se encontrarão no juízo final. É o que diz a Bíblia.”
Contudo, os fatos foram mostrando que Bertha Mills estava absolutamente certa...
As crianças desencarnadas desempenham um papel relevante neste filme. E, portanto, é oportuno lembrar de que, segundo elucida-nos a Doutrina Espírita, em virtude da fragilidade e dependência das mesmas, elas nunca ficam desamparadas, sendo socorridas prontamente, logo após o desenlace, e levadas aos lares ou educandários do Além. (Entre a Terra e o Céu, cap. 9, 10 e 11; Obreiros da Vida Eterna, p. 127, cap. VIII, 9ª ed.; e Nosso Lar, final do cap. 20, livros de autoria de André Luiz, F. C. Xavier, FEB.)
Uma providencial sessão mediúnica é realizada na própria mansão, inclusive com correta comunicação psicográfica, e, conseqüentemente, a problemática que envolvia a presença constante das Entidades espirituais, naquele local, fica esclarecida.
Mas, quais são eles, os chamados “os outros”, que deram origem ao título deste filme?
O final é tão surpreendente quanto o O Sexto Sentido, embora com enredo bem diferente, enfocando o tema “casa mal-assombrada” de forma inédita.
Vale a pena conferir. Hércio M C Arantes
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