Drama - -
SALVO PELA LUZ
Lewis Teague
SALVO PELA LUZ
SALVO PELA LUZ
(SAVED BY THE LIGHT)

EUA, 1995. Direção de Lewis Teague.
Com Eric Roberts, Lynette Walden, Don McManus, K. Callan.
Four Point Entertainment, colorido, 1h30, Cine Art Filmes.

É baseado no livro Saved by the Light, de autoria do empresário norte-americano Dannion Brikley, que narra sua vida e a grande transformação pela qual passou após vivenciar, por duas vezes, uma inesquecível experiência no Plano Espiritual, em desdobramento, estando seu corpo físico morto clinicamente.
O seu caso foi bem documentado pelo famoso pesquisador e psiquiatra Dr. Raymond Moody (V. AE 1993, p. 223), até mesmo incluindo-o no filme Vida Após a Morte, excelente documentário científico lançado, em 1992, nos EUA. (V. esta Seção do AE 1997)
Salvo pela Luz é um filme atraente, com bom ritmo, destacando-se o notável desempenho do ator Eric Roberts (indicado para os Prêmios Emmy e Globo de Ouro) no papel de Brinkley.
No Além, o empresário revê os momentos principais de sua vida, desde a infância – fenômeno que habitualmente ocorre na desencarnação -, destacando-se sempre sua agressividade e, mesmo, crueldade. E os Seres de Luz transmitem-lhe vários ensinamentos, tais como: “O único poder verdadeiro na vida é o de amar alguém”, “Somos de Lá, e estamos na Terra fazendo o trabalho de Deus”, “Após a morte pagaremos pelo que fizemos de mal”.
Brinkley sofre grande transformação íntima após a travessia da fronteira entre a vida e morte física, esforçando-se para ser mais paciente e fraterno com todos, inclusive divulgando com entusiasmo as verdades recebidas, enfim salvo pela Luz... e pela admirável dedicação do Dr. Moody. Apresenta também dons mediúnicos de intuição, vidência e premonição.
Um dos episódios mais interessantes deste belo filme é o último diálogo dele com sua mãe agonizante:
“ – Não tenha medo, mamãe. Você vai para casa. Vai voltar a um lugar sobre o qual esqueceu tudo. É o lugar mais bonito com o qual já sonhou. E não há medo... Apenas amor.
- Dannion, olhe lá. Você não a vê?
(Ele concentra-se, fechando os olhos, antes de responder.)
- Você está falando daquela garotinha de cabelos escuros?
- Sim. Sabe quem ela é?
- Não sei.
- É Marion, minha irmãzinha. Faleceu com apenas 15 anos. Ela não me deixava, seguindo-me em todos os lugares.
- Por que não vai para ela? Vá para sua irmã, mamãe.
- Sim. Acho que vou fazer isso.”
E, a seguir, sua mãe desencarna tranqüilamente.
Algum tempo depois, em sua segunda experiência de semimorte, ele vê nitidamente sua mãe, acompanhada de Marlon, ambas envolvendo-lhe com um largo sorriso de paz e esperança.
Hércio M C Arantes
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